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Avatar de Mariana de Lys 🌹

Li esse trecho como quem entra devagar num lugar que não sabe se é porto ou vertigem.

Fiquei com a sensação de estar sempre um passo atrás do personagem, tentando acompanhar o ritmo dele sem nunca ter certeza se aquilo é ação, memória ou sonho. E isso me prendeu de um jeito estranho, porque não é uma narrativa que explica — ela empurra.

O que mais me marcou foi como o corpo do Bango vai desaparecendo aos poucos dentro do ambiente. Primeiro no elevador, depois no túnel, depois no mar, depois no barco… até ele parecer quase dissolvido dentro da própria máquina que deveria conduzi-lo.

E quando ele finalmente para, quando ele afunda na poltrona, eu senti um tipo de silêncio pesado, desses que não são paz — são suspensão.

O final me acordou junto com ele. Esse “câmbio” não é só um chamado, é uma ruptura. E é curioso como uma única voz consegue desfazer todo o isolamento construído até ali.

Terminei a leitura com a sensação de que o texto não está contando só uma história no mar… está testando até onde uma pessoa aguenta ficar sozinha dentro de si antes de ser puxada de volta por alguém.

Mari 🌹

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